R-e-v-e-r-b-e-r-a-r
A criança que mora em nós continua a existir, porém algumas vezes ofuscada pelos papéis que representamos, e mesmo assim ela existe viva e sempre pronta para ser acolhida e amada, esperando a hora para mais uma aventura.
- Da fecundação ao nascimento, somos sementes plantadas.
- Da infância, o desabrochar em meio a terra que dá firmeza à vida.
- Da adolescência, a descoberta de pertencimento e identidade.
- Da juventude, o resplandecer da força e da capacidade de fazer acontecer.
- Do amadurecimento, o cultivo das prioridades mais preciosas.
- Da maturidade, as memórias marcantes e os pensamentos enriquecidos sob a luz da experiência.
Costumo dizer que a vida é um moinho onde águas passadas não voltam mais. O moinho não para, desde que a água permaneça abundante. O moinho é uma ferramenta e por esse meio a água é o elemento chave gerador da energia da vida e o moinho é o estado pulsante que nos coloca em movimento.
Mas e se a água secar? Certamente que o moinha para. Nessa lógica, a vida acabou? No meu universo particular, acredito em fins que geram novos começos de maneira infinita (embora a existência nesse plano terrestre tenha prazo de duração).
As águas que por este moinho passaram, mesmo que não passam mais, percorrem outros caminhos, movem outros moinhos, se unem com outras águas e percorrem extensões que vão além do nosso olhar humano limitado. Essas águas nunca deixarão de existir e pela sua capacidade fascinante de se transformar, pode assumir outros estados, da terra para o ar e vice-versa, em um processo de renovação.
Há uma expressão popularmente conhecida que afirma que nada se cria, mas tudo se transforma. E assim é a vida. É tão simples, mas carrega consigo o infinito, em um universo que apenas começamos a explorar.
Diante do tempo, que considero um amigo, perante a existência que gira como um moinho, alimentado pelas águas que geram energia e que juntos, combinados ou não a outros elementos compõem uma alquimia arquitetonicamente orquestrada no espetáculo dos nossos dias, pergunto:
Diante da tamanha oportunidade que a vida é, o que vamos REVERBERAR?


Comentários
Postar um comentário